HISTÓRIA
A
Santa Casa de Misericórdia de Juiz de
Fora foi fundada em 6 de agosto de 1854
pelo Barão da Bertio, José Antônio
da Silva Pinto, epor sua esposa, a Baronesa
Maria José Miquelina da Silva.
Nascido em 8 de junho de 1785, na Freguesia
da Lage, em Rezende Costa (MG), ele foi um dos
pioneiros do plantio de café na região.
Entre 1832 e 1840, o Barão da Bertioga
veio residir em Juiz de Fora. Rico, piedoso
e sem filhos, ele comprou um terreno perto de
sua residência e, em 1854, fundou ali
a Santa Casa.
O Barão da Bertioga faleceu em 5 de maio
de 1870 e a Baronesa, em 4 de agosto de 1863.
O túmulo dos dois encontra-se no pátio
interno da Capela de Nosso Senhor dos Passos,
ao lado do atual prédio do hospital,
junto aos túmulos de João Nogueira
Penido Filho (28/01/1862 – 22/06/1945)
e Maria Carolina de Assis Penido (25/06/1865
– 04/1946), que financiaram a construção
do atual prédio onde funciona o hospital.
Com a morte do Barão, a Santa Casa passou
a enfrentar uma grave crise econômica,
chegando até a fechar suas portas, mas
foi reaberta logo em seguida.
As obras do segundo prédio da Santa Casa
foram concluídas em 2 de junho de 1898
sob a coordenação de Braz Bernardino,
e a superintendência do hospital foi entregue
à Irmã Beata, da Congregação
de Santa Catarina.
Em 1902, foi construído um pavilhão
de isolamento anexo ao hospital, pela empresa
Pantaleone Arcuri & Spinelli, com três
salas espaçosas, cuja inauguração
foi no dia 15 de agosto.
Em julho de 1942, foram assinados os desenhos
originais do atual prédio da Santa Casa
e, em 28 de janeiro de 1948, foi lançada
a pedra fundamental. A data foi escolhida por
ser o dia de nascimento de João Nogueira
Penido Filho que tanto colaborou para a construção.
Como a obra seria realizada com o auxílio
de doações, os construtores usaram
um engenhoso estratagema para que ela fosse
terminada no menor tempo possível. Em
vez de usarem o dinheiro arrecadado para fazerem
andar por andar, eles optaram por levantar o
esqueleto do edifício de uma vez e só
depois terminarem os andares. Desta forma, a
obra teria mais chances de não parar,
como realmente aconteceu.
Em 1949, o então Provedor Alberto Andrés
firmou um convênio com a Escola de Enfermagem
Hermantina Beraldo - tradicional na cidade naquele
tempo , para que as alunas pudessem praticar
no hospital.
O cirurgião Dr. João Ribeiro Villaça
foi Diretor Clínico do hospital de 1936
a 1961 e treinou um Corpo Clínico de
excelente técnica e grande responsabilidade
profissional e social.
Hoje, a Santa Casa é uma entidade sólida,
estruturada e em constante expansão,
tendo tornado-se o maior hospital da Zona da
Mata.
Histórico
6
de agosto de 1854: é fundada
a Santa Casa de Misericórdia de Juiz
de Fora por iniciativa de José Antônio
da Silva Pinto, o Barão da Bertioga,
e de sua esposa, D. Maria Miquelina da Silva.
6
de maio de 1870: após a morte
do Barão de Bertioga, a Santa Casa enfrenta
grave crise, chegando a fechar suas portas,
mas é reaberta logo em seguida.
Maio
de 1897: a Irmandade de Nosso Senhor
dos Passos é reorganizada pela Mesa Administrativa
como entidade filantrópica com a finalidade
de prestar socorros médico e cirúrgico
e conservar a Capela de Nosso Senhor dos Passos.
Na última década do século
XIX, aqui se reuniram as Irmãs de Santa
Catarina. O Dr. Braz Bernardino Loureiro Tavares,
que assumiu a Provedoria da Santa Casa em 1897,
o Dr. Hermenegildo Villaça e o Dr. Edgard
Quinet tornaram-se verdadeiros baluartes da
instituição. Devido a seus esforços,
o hospital desenvolveu-se enormemente.
11
de janeiro de 1898: chegam à
cidade as três Irmãs de Santa Catarina,
contratadas para a administração
interna da Santa Casa.
2
de junho de 1898: concluídas
as obras do prédio da Santa Casa. A superintendência
do hospital é entregue à Irmã
Beata.
1901:
o Dr. Hermenegildo Villaça é nomeado
cirurgião, tendo a Santa Casa realizado,
neste ano, 188 operações.
1902:
é construído um pavilhão
de isolamento, anexo ao hospital e dotado de
três salas espaçosas, construído
pela empresa Pantaleone Arcuri & Spinelli
e inaugurado em 15 de agosto.
1903:
o jardim na frente do hospital é construído,
seguindo planta do engenheiro João Lustosa.
8
de dezembro de 1903: a Capela Senhor
dos Passos passa pela primeira reforma, feita
por Henrique
Surerus & Irmãos. A capela e o jardim
são entregues à população
em 8 de dezembro de 1903.
1911: existiam já mais
quatro pavilhões para os serviços
da Santa Casa e foi construída uma nova
sala de operações.
1913:
construída uma enfermaria atrás
da capela, já que o número de
enfermos recebidos havia duplicado. Com o passar
dos anos e devido à ampliação
dos serviços, houve necessidade de construir
um novo edifício.
Julho
em 1942: foram assinados os desenhos
originais do que viria a ser a nova Santa Casa.
28 de janeiro de 1948: com o auxílio
de doações empresariais e pessoais,
a pedra da fundamental do novo prédio
do hospital é lançada.
1949:
o então Provedor Alberto Andrés
firma convênio com a Escola de Enfermagem
Hermantina Beraldo para a prática das
alunas no hospital, criando o curso para Auxiliares
de Enfermagem.
1952:
instala-se o Curso de Auxiliar de Enfermagem
D. Olívia Villaça, e tem início
a transferência dos doentes para o prédio
novo do hospital, ainda que em acomodações
provisórias. Com as obras em andamento,
são inauguradas as salas de cirurgia
e instaladas caldeiras, elevadores, esterilizadores,
lavanderia, redes de oxigênio, águas
pluviais e de esgoto, além de aparelhagem
para radioterapia superficial e profunda.
19
de maio de 1960: a Santa Casa é
declarada de Utilidade Pública pelo presidente
da República, Juscelino Kubitscheck de
Oliveira. Prosseguem as obras.
24
de abril de 1968: o hospital encontra-se
totalmente pronto e em integral funcionamento.
Em
2 de janeiro de 1998, a Santa Casa consolida-se
como o maior complexo hospitalar da cidade e
região. Além de já contar
com um Plano de Saúde Complementar -
o Plasc - que proporciona aos seus
colaboradores
o acesso a todos os serviços médico-hospitalares
oferecidos pelo hospital, no dia 31 de dezembro
de 1997, a Santa Casa comprou o hospital Cotrel,
que passou a se chamar Unidade Hospitalar São
Lucas-Cotrel, e o Sameds - Serviço de
Assistência Médica. O contrato
de compra do Cotrel chegou ao fim no dia 29
do novembro de 2000.
2007,
a Santa Casa de Misericórdia de Juiz
de Fora é hoje uma entidade sólida,
estruturada, com as contas equilibradas, o que
permite grande eficiência, conforto e
segurança no atendimento aos pacientes.